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+ !!! ::..Ministério Novo Coração..:: Ed e Ana Zímerer

19/03/2007 09:40

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enviada por Ed Zímerer



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enviada por Ed Zímerer



26/12/2005 23:56
A MENSAGEM CRISTÃ NAS "CRÔNICAS DE NÁRNIA"



Há quinze anos li dois livros de C.S.Lewis: (1) O Grande Abismo, uma ficção que nos faz ter idéia da separação que existe depois da morte entre os que estão “no seio de Abraão” e os que aguardam a condenação eterna; (2) Os Quatro Amores, uma reflexão acerca das formas de amor humano em comparação com o amor de Deus.

Algum tempo depois li “Cartas do Inferno”. Quem leu essas três obras percebe a decisão por Cristo do Autor.
Eu mesmo já li o testemunho de C.S. Lewis, de como ele era um ateu convicto até que pegou a Bíblia a fim de, lendo-a, encontrar incoerências e combater a “seita dos cristãos”.

C.S. Lewis não era qualquer um.



Catedrático de Oxford, professor de Literatura que influenciou Tolkien, a conversão de C.S. Lewis foi um duro golpe naqueles que acham que somente pobres e ignorantes é que se tornam “evangélicos”...

O ateu Lewis decidira que iria estudar o "livro dos crentes" para provar que o cristianismo estava estabelecido em bases inseguras.

Bem, Lewis teve um encontro com Cristo lendo a Bíblia que pretendia combater!



Dentre suas muitas obras, as Crônicas de Nárnia são um conjunto de sete livros infantis escritos para que as crianças, através da literatura, recebessem desde novas as figurações das verdades espirituais ensinadas na Bíblia Sagrada.

April Oliveira, esposa do Pastor Judson Oliveira, meu líder na Igreja Batista de Contagem, conta que seu pai, o pastor e missionário Tomas Padley, contava aos filhos, quando pequenos, as estórias das Crônicas de Nárnia como método para ensinar verdades da Bíblia aos filhos. April é uma mulher muito abençoada.



Por que a Disney filmou então uma estória evangélica, cujo autor propositadamente a recheou de analogias e simbolismos bíblicos? Não era a Disney aquela mesma que estava no centro de nossas críticas por algumas obras do passado?

As notícias que recebi dos Estados Unidos contam que houve uma mudança na direção executiva da empresa. Saiu gente que fazia apologia ao homossexualismo (lembra do Rei Leão com jeitinho “boiolinha”?), ao espiritismo (como no menino lobo), religiões animistas (Pocahontas) sensualidade (a pequena sereia) e outros, tendo entrado gente com mais “herança protestante norte americana” . O resultado já foi um filme anterior, “Os Incríveis” com mais valores morais sendo defendidos.

O Apóstolo Paulo perseguia os cristãos, mas mudou de atitude, apesar de muitos irmãos ficarem muito desconfiados. Eu, da minha parte, vou dar meu voto de confiança à Disney enquanto ela o fizer por merecer. Não vou dar uma de “irmão mais velho sem observar as “cenas dos próximos capítulos”.

Nárnia também é um dos poucos contos infantis que fez sucesso no mundo anglo-saxão e que nunca havia sido produzido para o cinema.



E é claro também que a Disney quer, também, ganhar dinheiro com isso!

Quem não quer? Deixemos de ser hipócritas!

Até os líderes, artistas, músicos e escritores cristãos de talento e que se destacam em nosso meio também ganham MUITO DINHEIRO com o que fazem.

O que valeu para mim em “Crônicas de Nárnia” é poder compartilhar com meus amigos ainda não convertidos a analogia do filme, e também compartilhar para os que já são convertidos alguns símbolos que nem todos notam ao assistirem a obra.

Para comentar o filme “As Crônicas de Nárnia – O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa” vou enxergá-lo procurando seguir a ótica de seu autor, isto é, uma ficção que encerra diversas verdades espirituais presentes na Bíblia.



Porque C.S. Lewis anexou à estória figuras aladas como elfos, minotauros, centauros e outros, alguns condenaram a obra. Estou conversando pela internet com algumas pessoas muito inteligentes que pensam assim.

Até aqui, minha opinião é que, se na nossa própria Bíblia vemos três astrólogos se ajoelhando diante da superioridade de Jesus, tendo-o encontrado inclusive usando suas ciências ocultas, não vejo problema algum nos personagens míticos da ficção de Lewis, pois eles fazem o mesmo, se submetem ao Leão, tipologia direta de Jesus Cristo. Todas as religiões, crenças, mitos, ciências da terra deverão mesmo se prostrar diante do Senhor e do seu Cristo reconhecendo-lhes a superioridade!

Por trás disso sabemos que Jesus é a verdade, e "verdade" no grego é o mesmo que "realidade", assim, Jesus é o que é real no final das contas! os seres alados no filme são impotentes, somente os seres humanos e o Leão têm poder para vencer o mal, isso inverte substancialmente o que crêem os esotéricos, que destinam muitos poderes sobrenaturais a essas criaturas.

Lewis fulminou o poderio atribuído a elas. Posso até arriscar dizer que ele "zomba" da crença nesses seres, uma vez que os "despiu" de autoridade e autonomia no filme.



O Filme começa com um cenário da Segunda Guerra Mundial. É sugestivo pensarmos que hoje também estamos vivendo no mundo real um contexto de guerra.

Em Crônicas de Nárnia existe uma realidade paralela à Segunda guerra: a realidade da terra de Nárnia, que um dia fora bela mas que agora era um inverno eterno. Assim como Nárnia, nosso mundo caído perdeu suas cores originais. Uma “neve” encobre o que era belo no jardim de Deus.



Podemos ver aí um paralelismo com o mundo em que vivemos. Existe guerras pelo mundo, guerras urbana na violência, tráfico e criminalidade, guerras políticas no Congresso Nacional, mas além dessas guerras exteriores visíveis, no mundo espiritual também convivemos com uma outra guerra: o mundo está espiritualmente envolto num “inverno”, conseqüência da queda humana no éden, momento em que o diabo começou a reinar sobre a terra.



Lúcia é a “mais criança” dos quatro irmãos. Ela foi também, no início, a mais sensível à realidade paralela existente em Nárnia. Assim também aqueles que se tornam “como crianças” conseguem, nas palavras de Jesus, “ver” melhor as coisas do Reino de Deus, as realidades espirituais que existem na dimensão em que nossos olhos naturais não conseguem enxergar.



O papel do guarda-roupas no romance é bem sugestivo. Ainda mais porque tem uma árvore talhada na porta! Jesus estava representado no Gênesis através da “Árvore da Vida”, e o homem obteria a vida eterna se comesse dela. Com a queda, outra “árvore” seria erguida alguns milhares de anos depois: a “árvore seca”, isso é, A Cruz!

Sim, a cruz simboliza novamente a árvore que dá vida, pois aquele que é o dono, autor, e doador da vida, estava nela. É por isso que as Escrituras dizem que todos nós (os que cremos e já aceitamos Jesus como Salvador e Senhor) fomos atraídos com Ele na Cruz.



Assim como na vida cristã, o “madeiro” no filme estabelece o “ponto de contato” entre nosso mundo real visível e outro mundo real, porém invisível, que começamos a entender depois que “passamos pelo madeiro”.

Mas o inimigo tem seus ardis, e não vai deixar de tentar oferecer oposição à possível vitória que se desenharia se os irmãos se encontrassem com Aslam.



O fauno “Sr. Tumnus” é uma representação lúdica daqueles que antes praticavam o mal, mas que depois se convertem a Jesus e à prática do bem. Ele era “escravo do pecado” e fazia as vontades da deusa daquele mundo, mas sua própria consciência agiu acusando-o quando ele tentou enfeitiçar Lucy a fim de entregá-la para a Rainha.



Ele também nos mostra em sua prisão que nos posicionarmos do lado de Cristo pode implicar em perseguição e sofrimento. Muitos dos que defenderam a fé cristã foram presos, torturados e mortos por causa de sua posição ao lado de Deus e das coisas de Deus.



É sugestivo também vermos uma analogia da tentação de Adão e Eva (e por que não, de todos nós?) na cena em que a Rainha oferece algo “agradável aos olhos” e “bom para se comer” a Edmund.



Usa a tentação para fisgá-lo, e consegue. O Ed que volta do Guarda-roupa está picado pelo “ferrão do pecado”.

Semelhantemente o diabo age assim hoje em dia, principalmente com a “picada” da oferta de riqueza e poder, dois elementos tentadores oferecidos a Edmundo.

O Inimigo espiritual conhece as paixões humanas de cada um, e os tenta segundo as suas próprias cobiças, desejos, carências e pulsões físicas e psicológicas.



O casal de castores exultantes com o “cumprimento da profecia” me fez lembrar de um versículo que diz que “toda a criação aguarda ansiosa a remissão dos filhos de Deus”.

Para os que aguardam a Segunda vinda de Jesus Cristo é exultante ouvir a frase “Aslam está vindo!”

Aqui cabe uma explicação, a palavra “aslam” é “leão” na língua turca. Na Bíblia, o animal que prefigura o aspecto majestoso de Jesus Cristo como rei que virá reivindicar seu reino sobre toda a terra é justamente o leão. Para os leitores da Bíblia, não é realmente difícil notar que C.S. Lewis criou suas estórias para instalar na mente de crianças e adultos uma analogia perfeita de Jesus Cristo, sua vida e sua obra.



Edmund fica insensível por um bom tempo. É como a palavra que diz que o “deus deste mundo” cegou o entendimento das pessoas que não tem discernimento das manobras que acontecem no mundo espiritual.

Este momento de Edmund antes de seu encontro com Aslam representa para nós o homem caído e sem o senhorio de Cristo, que mesmo vendo que esse mundo está “congelado” pela influência diabólica, ainda não consegue ter a revelação correta de Jesus e do que este fez para que todas as pessoas experimentem, dentro delas mesmas e no cotidiano, uma verdadeira “novidade de vida”!



Mas o Diabo não consegue oferecer só aparência o tempo todo. Um dia a casa cai! Um dia a pessoa se manca de que estava do outro lado da verdade andando longe de Deus buscando para si glória própria, riqueza, poder, influência, imagem e reconhecimento. É nessas horas que nos descobrimos “prisioneiros” daquele que por “breve tempo” ainda reina neste mundo caído.



É interessante a analogia que diz que quatro humanos cooperariam com a vitória de Aslam sobre a Feiticeira. Uma interpretação analógica possível daquilo que o irmão C.S.Lewis quis representar é pensarmos que Quatro Evangelistas escreveram acerca de Jesus e tiveram seus textos usados pelo Espírito Santo em todos os tempos para vencer o domínio do inferno (no filme, inverno) nos corações humanos. Quatro humanos colaborando com a vitória do “Leão”!



Outro olhar nessa perspectiva é lembrarmos que “quatro” na Bíblia é o número da humanidade. A vitória de Jesus tem a participação daqueles que foram redimidos por seu sangue. Assim, não são somente os quatro evangelistas os responsáveis pela expansão da mensagem de Jesus, mas todos os humanos “nascidos de novo” (que passaram “através” do “madeiro – a cruz) tomam parte nessa realidade de propagação, cooperação e extensão da vitória de Jesus, o que “derreterá” o poderio de morte lançado sobre nossa terra. As cores começam a voltar à medida que os humanos se aproximam do "Leão".



Nem todos percebem ao assistir o filme, mas um olhar mais atento mostra que o Diretor faz aparecer um “papai noel” sem cores a princípio, à medida que conversa com as crianças, suas roupas vão ganhando cores e vivacidade. Assim como os outros “seres alados” que se submetem a Aslam, o “papai noel”, figura simbólica do natal há tanto não experimentado em Nárnia, também reconhece a soberania do leão.

Para os religiosos que têm “asco” de “papai noel”, a presença do velho bonachão no filme é irrisória, de passagem, mostrando que “papai noel”, sem Jesus, não tem graça alguma.



O verdadeiro natal acontece quando Jesus “nasce” dentro de uma pessoa que o recebe como Senhor e Salvador. Como tudo no filme é alegórico, o papai noel faz também uma alegoria do Espírito Santo, que capacita os humanos que optam em ir a Jesus com dons. As armas que são doadas aos irmãos na película bem representam tanto as “armas espirituais” quanto os “dons espirituais”.

Olhando pelo prisma dos dons espirituais, é como se Lucy tivesse recebido o dom de cura, e Peter por sua vez, o da pregação com autoridade e ousadia (representada biblicamente pela espada).

Talvez não seja só coincidência que o inteligentíssimo e culto C.S. Lewis tivesse aqui feito também algumas alusões, já que “Lucy”, (a personagem que recebe habilidades para curar), é palavra britânica que deriva do nome grego “Lucan”, que, na verdade, era o nome do médico Lucas, companheiro do apóstolo Paulo e autor do Evangelho segundo Lucas. Historicamente é comprovado que o jovem Lucas, além de cooperador do evangelho, também era médico praticante, tendo ajudado no tratamento de muitos discípulos doentes.

O mesmo pode ser dito de Peter, nome inglês equivalente a Pedro – e o personagem faz alusão clara ao apóstolo mais velho, que exercia proeminência e liderança sobre os primeiros seguidores de Jesus além de ser um dos pregadores mais inflamados no uso da “espada do Espírito”!



A fuga na neve e a travessia do rio gelado prefiguram que a caminhada rumo à vontade de Deus não se trata de um caminho fácil, os demônios (também representados na Bíblia pelo animal lobo) sempre tentam atrapalhar os cristãos de chegarem mais perto de Cristo e “contemplarem” com intimidade “sua face”.

Importa que, com muitas dificuldades, aquele que quer seguir a Jesus, lute e vença todos os obstáculos que surgem na caminhada.



A chegada ao acampamento de Aslam se parece com algumas descrições bíblicas quando falam das tendas do povo de Israel antes de suas vitoriosas batalhas. Até mesmo um “shofar” é tocado nesta cena!



Quem é convertido e viu o filme pode ter sentido uma comoção na manifestação do Leão. Têm se a impressão de contemplar Jesus em pessoa! O Leão, apesar de grande e imponente, seu olhar transmitia paz e mansidão, é como se olhássemos para o próprio Jesus “metaforizado” num animal. Todos dobraram seus joelhos nesse momento, como que se a mensagem fosse de que existe apenas um no universo que merece todo louvor, glória e honra. Isso associa-se com a descrição bíblica do senhorio de Jesus Cristo.



Digno de notar o momento em que Aslam, após conversar com Edmundo, sentencia que nada mais deve ser comentado sobre o tempo em que o menino esteve “desviado”, pois tudo tornara-se novo, de novo. Durante a exibição lembrei-me do versículo que diz que nossos pecados passados estão lançados no “mar do esquecimento”.



A revelação da redenção de Jesus vai tornando-se mais clara no filme quando a Feiticeira reivindica a “alma”, o “sangue” daquele que pecou, transgrediu os princípios lançados na criação (na tela, Edmundo). E ela apela para um princípio que existia antes da criação do mundo de Nárnia, em que aquele que transgredisse, morreria.

Como não interpretar isso à luz daquilo que o Novo Testamento nos mostra, isto é, que todos nós tínhamos sobre os ombros uma condenação eterna por sermos transgressores dos princípios estabelecidos antes da criação do mundo. Satanás é aquele que reivindica nossas almas com uma “legalidade nas mãos”, mas Jesus, o inocente, ofereceu-se para morrer em nosso lugar!

A cena em que Aslam ruge é sensacional, a feiticeira até cai apavorada em seu “trono”, mostrando o que a Bíblia diz: que até os demônios estremecem diante da majestade de Deus.

Quando Aslam se desloca à noite solitário é inevitável, para o estudioso da Bíblia, não associar com o momento em que Jesus vai para o Getsêmani, a mata próxima de Jerusalém para seus últimos momentos que precederiam sua paixão.



O quadro de Aslam subindo a montanha voluntariamente para oferecer-se na morte é comovente. Todo o inferno comemorou o dia em que Jesus subiu o Gólgota para ser sacrificado segundo a “maldição da Lei”. Pensavam os demônios e o maioral deles que, ao matarem o “Leão da Tribo de Judá” estariam livres para sempre da presença e influência do mesmo sobre a terra, e a mesma seria “deles” definitivamente.

A “mesa de pedra” é um espetáculo simbólico à parte! Ela representa a Lei, que outrora fora gravada em “tábuas de pedra”. Poucos notam no filme que, quando as irmãs lamentam a morte de Aslam (a propósito, você se lembra que somente “as mulheres” ficaram próximas, com Jesus, quando de sua morte?) o mesmo Aslam está deitado sobre uma pedra com várias letras gregas ao seu redor. A analogia com a “Lei de Deus” é clara nessa mesa! Jesus Cristo deveria morrer segundo os preceitos da Lei de Moisés, e realmente ele a cumpriu e se ofereceu como sacrifício sobre os “escritos da pedra”.



Mas tanto a feiticeira do filme quanto o próprio Diabo (que entrou em Judas e nos sacerdotes para matarem Jesus) deixaram de prestar atenção a um detalhe: Na “Lei” inscrita “na pedra”, o “real significado de sacrifício” tem sua revelação esclarecida: A maldição da Lei era para pecadores, para quem a transgredisse.



Tanto a Bíblia quanto o filme colocam mulheres nos momentos cruciais da morte. No caso de Jesus, até seus discípulos o abandonaram, mas diante da cruz elas se faziam presentes. Essa honra é própria das mulheres, que sempre demonstraram uma espiritualidade mais apaixonada.



Tanto Aslam na ficção quanto Jesus na maior das realidades não cometeram ofensa às Leis das Tábuas de Pedra, dessa forma, a morte não poderia detê-los, porque a própria morte entrou no mundo para “deter”, matar os pecadores.



Todos pecaram e estão separados da Glória de Deus, e o salário para nossos pecados é nossa morte! Mas o “leão do filme” bem como “Nosso Leão” eram inocentes, e,
sendo assim, a própria Lei que os matasse seria obrigada a, “consertando o erro”, trazê-los de volta à vida!



Mais do que isso, a ressurreição do Justo “quebra” para sempre a “caducidade” daquela lei. Agora que o sacrifício perfeito havia se consumado já não existia mais o domínio da “Lei da Pedra”, uma vez que a “Nova Aliança” não é escrita em tábuas de pedra, mas sim em tábuas “de carne”, isso é, o coração dos que desistem de si mesmos e se rendem ao governo de Jesus. Você consegue entender agora porque a “mesa de pedra” partiu-se na ressurreição de Aslam?



Apenas entender todas essas coisas que eu escrevo não é suficiente! É preciso “tomar uma posição”. Definir em qual “exército” se está a partir de então. Aqueles que têm esse entendimento não podem se esquecer que ainda, e por breve tempo, há uma luta.



Não uma luta contra carne e sangue, mas uma luta contra autoridades espirituais malignas. É por isso que devemos nos cingir de “toda a armadura de Deus” para ficarmos firmes contra as “ciladas do diabo”, vestindo “couraças de justiça”, isso é, sendo justos e honestos, praticando a justiça na terra. lembrando-nos ainda que é só o sangue de Jesus nos justifica de todo o pecado. Na cabeça levamos o “capacete da salvação” que é a lembrança de que “já estamos salvos” em Cristo Jesus.



e a “Espada do Espírito” que é a palavra de Deus que vence todo adversário. Lembre-se de que Jesus venceu o diabo “no deserto” usando A Palavra ESCRITA de Deus!

A Palavra deve estar sempre em nossa boca e nos nossos corações. Na prefiguração do Espírito que doa dons, o "papai noel" disse que aquelas armas eram FERRAMENTAS, e não briquedos!



A vitória espiritual sobre as forças do mal é completa quando se está junto àquele que pode vencer a todos os principados e potestades do mal. É junto com ele, “sobre” seu caminho, que todos os cristãos fiéis rumarão para a vitória final na consumação dos séculos. Nele, “voarão com asas como águias”.



Alguns no cinema até se decepcionaram com o final rápido da batalha, quando Aslam aparece e, repentinamente, destrói a feiticeira branca.

Esse era o momento mais esperado do filme para mim. Eu queria ver se o diretor “viajaria na maionese” criando um embate demorado e difícil entre o Leão e a Feiticeira ou se ele seria fiel ao relato da Bíblia, que diz que Jesus destruirá Satanás quando da sua manifestação apenas com o “sopro de sua boca”.

O Diretor manteve-se fiel à verdade bíblica.



Após a vitória sobre o mal, o filme ruma para o que a revelação bíblica chama de “reinar com Cristo”

O livro de Apocalipse revela que cada cristão que batalhou diligentemente e não negou sua fé será coroado após o juízo final.

Os quatro tronos podem bem representar o prêmio para aqueles que o mesmo Apocalipse chama de “vencedores”.



A cena final também emociona àqueles que têm entendimento de que os seguidores de Jesus Cristo são “sacerdócio real”.

Aqui é precioso lembrarmo-nos de cada uma de todas as promessas feitas às Igrejas da Ásia no livro do Apocalipse e seus paralelos no filme:

A primeira promessa, feita à igreja de Éfeso, diz que “Ao que vencer, dar-lhe-ei de comer da ÁRVORE DA VIDA”. Não custa lembrar que uma árvore estava talhada na porta do guarda-roupa.

A Segunda promessa, à igreja de Esmirna diz que “o diabo lançará alguns de vós na prisão... sê fiel até a morte, e te darei a COROA DA VIDA!” É oportuno nos lembrarmos aqui da experiência de Edmund no filme.

A Terceira promessa, à igreja de Pérgamo nos diz “contra eles batalharei com a espada da minha boca... Ao que vencer, darei eu a comer do maná escondido, e uma pedra, com uma NOVA IDENTIDADE”. É notório no filme que os irmãos, que antes eram crianças londrinas pacatas, recebem mesmo a nova identidade de Reis e Rainhas no mundo vindouro.



A Quarta promessa, à igreja de Tiatira diz “Ao que vencer, e guardar até o fim as minhas obras, eu lhe darei PODER SOBRE AS NAÇÕES”.

A Quinta promessa, que foi feita à igreja de Sardes diz “O que vencer será vestido de vestes alvas, e de maneira alguma riscarei o seu nome do Livro da Vida, e CONFESSAREI SEU NOME DIANTE DO MEU PAI E DE SEUS ANJOS”.



A Sexta promessa foi endereçada à igreja da cidade de Filadélfia: “Ao que vencer, eu o farei COLUNA NO TEMPLO DE DEUS”

E a sétima promessa, dada aos cristãos de Laodicéia, diz: “Ao que vencer, concederei que SE ASSENTE COMIGO NO MEU TRONO, assim como eu venci e me assentei com meu Pai no Seu trono.



Quem prestar atenção, verá um leão talhado em cada trono, são os tronos “do Leão”.

Todas as conquistas do filme “As Crônicas de Nárnia” são representações das promessas que estão disponíveis para todos aqueles que, assim como os quatro irmãos, se tornam seguidores de Jesus Cristo, o Leão da Tribo de Judá, o verdadeiro REI DO UNIVERSO!


* * * * *

Até a volta do guarda-roupas é cheia de significados!



A teoria da relatividade de Einstein é exemplificada na diferença de contagem do tempo nos “mundos paralelos”. Em Nárnia se passou "uma eternidade" comparado com os poucos instantes até que o professor chegasse à sala do Guarda-Roupas. Aqui você pode associar a idéia bíblica de que o tempo para Deus é contado de maneira diferente do que para os homens: “Ninguém se engane, ainda que o Senhor pareça demorar a sua vinda, para Ele um dia é como mil anos para nós”.



Essa brincadeira com o tempo sugere que Lewis pode também ter brincado com uma certa "atemporalidade" e inversão cronológica em alguns acontecimentos: Se em Nárnia a coroação dos irmãos tem a pompa da coroação futura dos filhos de Deus, ao voltarem "para o presente" não deixam de "ser reis", mas é como se, em Nárnia, tivessem experimentado "um penhor" das promessas guardadas para a vida vindoura! Assim sendo, aqui no presente, "já reinam" com Cristo em regiões celestes!

Essa inversão constante e genial de Lewis pode ser observada também na figura do Natal! O leão ainda não havia se oferecido para o sacrifício, mas o Natal já não acontecia lá há cerca de 100 anos!

Aqui cabe uma observação importante: O tempo é como é apenas para nós, pois, para Deus, ele é "sempre presente", isto é, para Ele, no "presente Dele", Cristo se sacrificou antes da fundação do mundo, "ao mesmo tempo" ressuscitou, "ao mesmo tempo" está assentado sobre todo principado e potestade e "ao mesmo tempo" já nos coroou a todos na glorificação que para nós ainda é futura, mas que para Ele "já aconteceu"!

Sendo assim, no "Hoje" de Deus, o cordeiro que foi imolado, o verdadeiro Natal, a verdadeira Sexta-Feira da Paixão, O verdadeiro Domingo da Ressurreição, a glorificação dos filhos de Deus, tudo "já houve" antes da fundação do mundo! Daí entender um Natal que "já existe" mesmo antes do sacrifício de Aslam!

Parece que a genialidade de Lewis inspirou essa atemporalidade brincalhona, ao invés de uma cronologia estática, humana, parece-nos que ele opta por uma "relatividade einsteniana", e é nela que entendemos a "des"ordem do filme, com uma coroação que nos remete às promessas apocalípticas vindouras seguida de várias alusões a uma segunda volta de Cristo "ainda por acontecer".



É nesse clima que vemos Lucy, após coroada, olhando Aslam se afastando na praia. A cena nos remete para a passagem bíblica onde Jesus ascende aos céus desaparecendo diante dos discípulos. Uma olhada pra trás e quando Lucy olha novamente, o Leão já desapareceu.



Outro momento que nos deixa outra pista desta relatividade temporal está na cena em que Aslam, com sua boca, vence a feiticeira. A cena que tem conotação imediata com a vitória final de Cristo sobre Satanás descrita no final de Apocalipse, também pode ser vista como a "vitória da Cruz", quando, em nossa temporalidade passada, Ele, pela sua morte, "despojou os principados e potestades, expondo-os à ignomínia"!



Aqui vou transcrever a ótima e inteligente observação de nossa aluna Cecília (do curso Caçadores de Deus na Bíblia) quando da volta do guarda-roupa:

Também algo me chamou a atenção: quando a gente se converte, falamos aos outros sobre coisas que estes não conseguem compreender! Muitos acham que estamos "pirando" por acreditar nas revelações que recebemos!

Isso também foi bem colocado por C S Lewis: Lucia sofreu muito por se ver desacreditada - como nós sofremos também. Diz o livro que Lúcia ficou muito "desgostosa" com o fato de estarem achando que tudo aquilo era uma grande mentira que ela havia inventado e, "pior ainda, mentira boba"!



Interessante que, na volta do guarda-roupa, quando um dos mais velhos diz ao professor que ele não acreditaria no que tinham visto, o professor responde: Tente! Isso é muito legal! Você pode ter a impressão de que não vão crer na mensagem que você vai passar... Mas tente!!! Você pode ter uma grata supresa!



O tio das crianças revela mais algumas verdades espirituais no final do filme. Ele também já conhecia Nárnia, e suas palavras simbolizam a soberania da vontade de Deus, que não voltará à Terra no tempo dos homens, mas na hora certa, e ainda adverte Lucy dizendo algo como “É bom estar preparado!... E...

DE OLHOS BEM ABERTOS!!!

WOW! É uma exortação à vigilância, conforme nosso querido Jesus nos instruiu!



A última cena é um brilho que procede do guarda-roupas, um aviso de que a volta de Jesus está próxima, e que tal preparação deve começar DESDE HOJE!



(observação importante: esse texto é parte do material "A Mensagem Cristã nas Crônicas de Nárnia", registrado em Cartório para futura publicação. Mas você pode usar parte ou todo o texto gratuitamente, desde que entre em contato com ednovocoracao@gmail.com e peça uma autorização. Se desejar usar esse texto, faça-o da maneira correta, teremos prazer em abençoá-lo dessa forma.)

Escrito por Ed Zímerer, entre 15 e 31 de Dezembro de 2005

visite: www.novocoracao.com

Contato Telefônico: Brasil (31)3042-2522 ou 9945-8696

enviada por Ed Zímerer






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